quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Visitas
Tenho muita sorte em morar na cidade que gosto. Não é perto da minha mãe, o que faz dessa realidade uma certa melancolia, mas não chega a ser uma tristeza. Não ter a mãe por perto às vezes é bom. A gente cresce rápido, aprende a lidar com cada situação e descobre que tem força e energia para carregar o mundo nas costas. Num bom sentido.
Claro, quando ela vem me visitar tudo fica mais fácil. É denguinho pra cá, denguinho pra lá e no fim, me torno a pessoa mais mimada da face da terra, nem que seja por alguns dias.
Por falar da minha mãe, tenho que dizer que ela é linda. Um exemplo de pessoa a seguir. Batalhadora, carinhosa, atenta, bem humorada (nunca vi minha mãe dizer que não poderia fazer alguma coisa, ou deixar algo pela metade). E uma das coisas que mais me impressiona na minha mãe: seu companheirismo. É a melhor amiga de todos os filhos, uma pessoa tranqüila, inteligente, cuidadosa e respeitosa.
Ela sempre soube quando dar sua opinião, quando participar, quando escutar e quando entrar em ação. É uma pessoa cheia de vida, transmite isso a todos que estiverem à sua volta.
Uma das coisas que mais me dá ternura é o fato de ela emprestar ao meu pai suas lentes de miopia quando ele esquece as dele e quer ler alguma notícia no jornal, por exemplo. Eles estão há muitos anos casados, se conhecem desde a adolescência e é incrível como podem compartir todos os gostos, inclusive esporadicamente as lentes que sempre me pareceu algo tão pessoal.
Hoje é meu dia de sorte. Chega minha mãe, com sua áurea angelical e vem especialmente para passar o dia do meu aniversário comigo. Isso significa muitos presentinhos, muito carinho, muito tudo. Inclusive sua comida gostosinha.
Assinar:
Postagens (Atom)